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Gestão de Pessoas X Administração Pública

Milena Fiuza - Advogada e Pedagoga


Atualmente a Administração Pública é avaliada por sua capacidade de oferecer o atendimento das demandas da população com eficiência, eficácia e efetividade, racionalizando a utilização dos recursos públicos. O quadro de efetivo em instituições públicas deve ser composto por indivíduos que possuam conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para a prestação dos serviços. Fica sob responsabilidade dos gestores públicos promover a capacitação dos servidores, mobilizando-os não apenas a prestar o serviço à sociedade, mas sim, comprometendo-os eticamente para o desenvolvimento do município. 


O serviço público é prestado por pessoas. Pessoas administram, controlam, cumprem tarefas e procedimentos! Independentemente de qual seja a natureza da organização, o sucesso das mesmas dependem muito do investimento nas pessoas que ali se encontram. Para os gestores públicos, sobretudo os municipais, é possível que se encontre dificuldades para a implantação de estratégias de gestão de pessoas, pois em muitos casos se deparam com equipes de servidores que não vislumbram possibilidades de progresso em suas carreiras, sem foco em resultados e atrelados à cômoda ideia de estabilidade. Por outro lado, muitas vezes o servidor público se sente desmotivado diante das políticas (ou falta delas) de recompensa e desenvolvimento profissional, sem mencionar os precários meios para realizar suas atividades. 


Todo líder tem em seu escopo de atuação gerenciar pessoas, fazer com que seus liderados sintam-se valorizados e ampliem sua compreensão para o todo, oferecendo respostas de qualidade ao serviço público. Por vezes, há certo descuido na gestão das equipes, e como consequência se encontra pouca qualidade de vida no trabalho e, sobretudo, desperdício de recursos humanos. 
 

Não é incomum encontrar na Administração Pública departamentos que carregam consigo grande dispêndio de recursos humanos. São pessoas envolvidas em tarefas completamente desnecessárias, decorrentes de procedimentos de trabalho mal planejados, ausência de tecnologia da informação e má gestão imediata. Essa condição pode ser resultante de um desacerto na metodologia de provisão de pessoal, ou seja, equívoco em estimar a quantidade, formação profissional e vaga, nos editais de concurso público. 
 

A negligência na gestão de pessoas abrange diversas dimensões, embora muitos acreditem que ela se dá apenas na remuneração financeira. Recompensa não é só financeira, é reconhecimento, oportunidade de desenvolvimento profissional, pessoal e social, satisfação por estar atuando com o que acredita e vê valor. Há um grande espaço para evolução no desempenho do gestor e do departamento de recursos humanos público, principalmente quanto à qualidade do clima institucional. Nem só de folha de pagamento, aposentadoria, licenças e concursos se faz uma gestão de qualidade!!!

 

 

Milena Fiuza

Advogada e Pedagoga
OAB/PR 65939

 


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